Bettie Page: a modelo que inspirou Dita Von Teese


 

 

Ela criou um estilo de sensualidade cultuado até hoje

 

 

Por: Equipe WS

*última atualização: 30.10.09

 

Nos anos 50, enquanto Marilyn Monroe conquistava as telas de cinema com seu charme loiro e sua sensualidade comedida, a modelo Bettie Page chamava a atenção de um público mais ousado pela originalidade de suas fotos e roupas, que marcariam para sempre o padrão de beleza das garotas dos calendários da época, chamadas de pin ups. Ela fez diversas fotos encenando o sadomasoquismo e expôs sua nudez com o atrevimento que viria a personificar a mulher independente do pós-guerra.

 

Dita Von Teese: herdeira

No próximo dia 11 de dezembro será completado um ano da morte de Page, mas sua ausência não significa que seu legado esteja esquecido. Cada vez mais casas noturnas brasileiras incluem shows burlescos inspirados na musa, com mulheres vestidas com roupas no estilo de cinco décadas atrás e misturando dança e erotismo no palco.

 

O principal expoente contemporâneo dessa arte é a norte-americana Dita Von Teese, que apresentou recentemente no Brasil o espetáculo “Be Cointreauversial”, em show reservado para 400 convidados, em São Paulo. Em comum com a precursora Bettie, Teese traz uma silhueta mais curvilínea que foge do padrão atual de magreza e um guarda-roupas repleto de saias rodadas, vestidos cheios de laços e o inconfundível batom vermelho, no melhor estilo retrô.

 

De mulher imoral à devota

Se hoje os shows sensuais são comuns, Bettie Page pode ser considerada uma mulher vanguardista, pois enfrentou preconceitos e perseguições por causa de suas fotos. O caso de intolerância mais notório vivido por ela foi quando o então presidente do Senado dos EUA Carey Estes Kefauver, contrário às fotografias de Irving Klaw, para as quais posou, acusou a modelo de promover a imoralidade.

 

Mas, enquanto a parcela mais puritana da população americana condenava seu trabalho, a pin up ia ganhando mais admiradores e a atenção de várias publicações da época como Eyeful, Beauty Parade ou Wink. Em janeiro de 1955, ela viveu seu auge, sendo a capa da revista Playboy. No mesmo ano recebeu das mãos de Hugh Hefner, dono da publicação e seu grande incentivador, o título de Miss Pin Up Girl do Mundo.

 

Transformação em ícone

Bettie Page também vivia controvérsias em sua vida pessoal, pois chocava famílias como a sua, ou seja: interioranas e muito religiosas. Talvez por causa de suas origens, após o boom de sua carreira, ela tenha se tornado uma mulher reclusa e muito devota, que evitava aparecer na mídia. Com tal atitude, ela imortalizou sua imagem jovem e contestadora nos holofotes, transformando-se em um ícone feminino atemporal.

 

Para conhecer melhor essa figura, basta assistir ao filme “The Notorious Bettie Page”, lançado em 2005 e dirigido por Mary Harron. O longa-metragem retrata a trajetória de vida da garota que partiu rumo à Nova York decidida a mudar de vida e que, um dia, passeando pela praia, encontrou um fotógrafo amador para o qual aceitou fazer as poses que a levariam para o estrelato.

 

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