Cora Coralina: a poetisa doceira


 

 

 

Livro traz receitas criadas pela escritora

 

Por: Equipe WS

*última atualização: 22.10.09

 

 

 

 

 

Cora Coralina foi o pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas, uma das poetisas mais famosas do século XX no Brasil, que se destacava por seus belos versos e também por outra habilidade: a culinária. Com características especiais, os doces caseiros preparados por Cora Coralina tornaram-se famosos e perduram por décadas, através de dicas e segredos baseados nas produções da poetisa-doceira.

 

Hoje, a gastronomia artesanal da poetisa poderá ser descoberta a partir do livro “Cora Coralina Doceira e Poeta”, organizado por sua filha, Vicência Bretas Tahan, que traz muitas receitas e divulga alguns dos segredos que deixavam seus quitutes tão saborosos. Na publicação, que já está disponível para pré-venda em algumas livrarias, doces de laranja, passas de caju, mamão vermelho, doce de abóbora e geleia de uva são apenas alguns dos sabores que têm seus ingredientes revelados.

 

Segundo Vicência, as receitas foram testadas e adaptadas para os tempos modernos. Com a ajuda de duas doceiras, o passo a passo foi editado com ingredientes mais leves, porém garantem o mesmo sabor dos produtos preparados por Coralina, que utilizava muitos ingredientes pesados, como 20 ovos, muitos quilos de açúcar e banha de porco, itens que foram revistos na seleção de receitas.

 

Um dos segredos que provavelmente faziam parte da vida de Cora Coralina é o famoso tacho de cobre – tão famoso que foi o presente que a poetisa deixou a seus filhos e netos. Dentre os herdeiros desse item indispensável na culinária da doceira, o bisneto Eduardo Galvão mostra que o dom é de família e contribuiu para o livro com a receita de cubos de abóbora, que faz parte dos doces cobertos por glacê de açúcar. Outros segredos, como o sol de Goiás para secar as frutas e o fogão também são especulações das doceiras que admiram Cora Coralina e sua habilidade gastronômica.

 

Um dos segredos comprovados de Coralina é a dedicação e o capricho com que preparava seus quitutes. A paixão por cozinhar fez da poetisa uma das maiores doceiras da época e ela trabalhou nessa profissão por 14 anos, o que lhe permitiu comprar a casa onde nasceu, na cidade de Goiás, onde hoje há um museu. Através das receitas de sucesso da doceira, o livro é um meio de homenagear a guerreira e talentosa poetisa e quituteira tão querida no Brasil.

 

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