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Expo Walk: Rafael Happke
O bom enfoque como herança
Por: Equipe WS *última atualização: 06.04.09
Trabalhos marcantes normalmente são difíceis de definir. Esse é o caso da produção do fotógrafo Rafael Happke, 35 anos, do Rio Grande do Sul. Seu fotojornalismo de caráter documental evoca cenas de filmes que registram a humanidade em movimento, mas é também bastante subjetivo. As obras selecionadas para a seção Expo Walk dessa semana são parte do seu trabalho realizado em 2007 na Bolívia – o país mais pobre da América do Sul, cuja imagética, é uma das mais ricas e coloridas do continente. A captura das particularidades e mistérios de seu povo indígena é a porta de entrada para uma cultura vizinha, mas ainda distante da brasileira. Nesse território insólito, Happke utilizou seu know how e influência de grandes nomes da fotografia como Pierre Verger, Ami Vitale e Alex Webb, para captar com profundidade instantâneos de um cotidiano povoado por silhuetas, objetos e cenários da vida boliviana mais simples. Rafael empregou o mesmo enfoque talentoso para registrar momentos como protestos contra a chegada do Papa Bento XVI, além de espetáculos musicais, de dança e de teatro.
Os retratos que produz são resultados de uma herança que explica sua habilidade para encontrar enfoques surpreendentes: ganhou do avô fotógrafo uma câmera de médio formato e lentes gêmeas que utiliza até hoje, sem deixar de lado a tecnologia digital. Atua profissionalmente como freelancer e na agência +55 Agencia Fotográfica em conjunto com o também fotógrafo Fabiano Dallmeyer, produzindo bons cliques em diferentes áreas, como: publicidade, moda e fotojornalismo. Para conhecer melhor o acervo de Rafael Happke, acesse sua página oficial. Expo Walk: Fernando Chamarelli |
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