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Expo Walk: André Érnica ![]()
O homem e a silhuetas de chumbo
Por: Equipe WS
As obras abstratas de André Érnica ressaltam a agressividade estética em um caos de formas que contestam a organização da vida contemporânea: muitas vezes fria e isolada das emoções. O artista, que já participou de diversas mostras, tem como foco o agrupamento de matérias bidimensionais e tridimensionais em telas que lembram esculturas, cheias de movimento e fúria. Érnica tem produções que remetem ao repertório de bons nomes internacionais das artes plásticas, como o alemão Anselm Kiefer cujos trabalhos unem materiais como palha, cinzas, argila, chumbo e que resultam em paisagens sombrias, vindas diretamente do inconsciente. No Brasil, pode-se fazer um diálogo entre o artista e Nuno Ramos, que na década de 80, contestou a feitura de quadros agregando e justapondo de diversos materiais que se apresentavam como coisas-conceito que assustam e fascinam. A inspiração de André é um ataque ao ser humano-máquina que não se permite pensar, que cria suas próprias prisões, aceita sem questionar a mediocridade. Por não fornecer formas prontas e de fácil entendimento a quem observa suas criações, ele propõe um maior tempo para ver e pensar a arte, para entrar nesse jogo subjetivo que a abstração permite.
O convite ao espectador é enxergar-se em meio às silhuetas de chumbo, reorganizando seu entendimento estético. O desafio é claro e a troca pode ser muito rica. Conheça melhor o trabalho de André Érnica em sua página na internet. Expo Walk: Fernando Chamarelli |
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